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01:13 segunda, 20 de fevereiro de 2012
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Autogolo garante triunfo leonino

 

 

FICHA DE JOGO
Liga Zon Sagres – 2011/12 – 19ª Jornada
Sporting Clube de Portugal 1–0 Futebol Clube Paços de Ferreira

Data: 19 de Fevereiro de 2012
Hora: 20h15
Local: Estádio Alvalade XXI

Árbitro: Jorge Ferreira

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu (Daniel Carriço, 27 min.), Anderson Polga e Insúa; Rinaudo (André Santos, 62 min.), Elias e Schaars; André Carrillo, van Wolfswinkel e Izmailov (Pereirinha, 59 min.)
Treinador: Ricardo Sá Pinto
Suplentes não utilizados: Marcelo Boeck, Evaldo, Matías Fernandez e Diego Rubio

FUTEBOL CLUBE PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Filipe Anunciação, Ozéia, Ricardo e Luisinho; André Leão, Vitor (Josué, 63 min.) e Luís Carlos (Arturo Alvarez, 87 min.); Manuel José, Michel (Christian, 72 min.) e Melgarejo
Treinador: Henrique Calisto
Suplentes não utilizados: António Filipe, Nuno Santos, Sassá e Júlio Aguilar

Indisciplina: cartão amarelo a Ricardo (67 min.) e Ozéia (68 min.); e a João Pereira (81 min.) e André Carrillo (90+1 min.)

Resultado ao Intervalo: 1-0
Resultado Final: 1-0

Marcadores: Ricardo (36 min. a.g.)

Melhor em campo: Ozéia (Paços de Ferreira) e Schaars (Sporting)


Crónica:

Num fraco jogo de futebol, o Sporting conquistou aquilo que seria o mais importante nesta atribulada fase da sua época desportiva, ou seja, os três pontos, superando o Paços de Ferreira por uma bola a zero.

Com o domínio territorial durante quase todo o jogo, a equipa verde-e-branca foi sempre um conjunto lento, pouco acutilante e demasiado nervoso, errando inúmeros passes e jogando constantemente com o coração nas mãos e o credo na boca. Perante essa constante intranquilidade, faltou algum atrevimento ao conjunto pacense, para que pudesse sair de Alvalade com um resultado positivo que, por certo, lhe daria muito jeito na luta pela manutenção.

Com este resultado, o Sporting igualou o Marítimo na classificação, mantendo-se a oito pontos do Sporting de Braga e a onze do FC Porto.

Duas equipas encaixadas em 4x3x3

Leões e pacences entraram no Estádio de Alvalade com o mesmo esquema táctico (4x3x3), ainda que os verde-e-brancos apresentassem uma mentalidade naturalmente mais ofensiva que o seu adversário, equipa bastante conservadora e com um bloco extremamente baixo.

O onze de Sá Pinto era composto por Rui Patrício na baliza; um sector defensivo com João Pereira (lateral-direito), Insúa (lateral-esquerdo) e a dupla de centrais: Anderson Polga e Onyewu; depois, no meio-campo, Rinaudo era o elemento mais recuado, enquanto Elias e Schaars surgiam mais avançados no terreno; por fim, no ataque, Carrillo encostava mais sobre a direita, Izmailov surgia preferencialmente no flanco oposto e van Wolfswinkel era o ponta de lança.

Por outro lado, o conjunto de Henrique Calisto surgiu em campo com Cássio na baliza; um sector defensivo com Filipe Anunciação (lateral-direito), Luisinho (lateral-esquerdo) e a dupla de centrais: Ozéia e Ricardo; depois, no meio-campo, surgia um trio de tracção defensiva composto por André Leão, Luiz Carlos e Vítor; por fim, no ataque, Manuel José encostava à direita, Melgarejo era o ala-esquerdo e Michel o avançado-centro.

Erro de Cássio foi decisivo para que os leões chegassem ao intervalo em vantagem

O Sporting assumiu as rédeas do encontro desde o primeiro minuto de jogo, beneficiando do recuo estratégico do Paços de Ferreira, que actuava com o bloco baixo, aguardando, por certo, um erro na construção ofensiva do Sporting para lançar venenosos contra-ataques. No entanto, apesar do claro domínio territorial e de posse de bola, os leões eram um conjunto muito lento e parco em ideias, raramente conseguindo incomodar o último reduto da equipa pacense.

Curiosamente, no meio do deserto de ideias verde-e-branco, a primeira grande oportunidade do desafio até pertenceu ao Paços de Ferreira. Estávamos no minuto catorze, e na sequência de extraordinário passe a rasgar de Filipe Anunciação, Michel ficou isolado perante Rui Patrício, mas tirou mal as medidas à baliza leonina, desperdiçando a soberana oportunidade.

Após esse falhanço de Michel, o jogo não sofreu qualquer alteração, mantendo-se o Sporting com um domínio insípido, sendo incapaz de acelerar o jogo e de criar grandes incómodos para uma bem organizada defensiva pacense.

Assim sendo, foi de forma completamente inesperada, mas também caricata que o Sporting haveria de chegar ao tento inaugural. Ao minuto 35, na sequência de um livre lateral de Schaars, Cássio socou a bola de forma defeituosa e o esférico acabou por embater em Ricardo e entrar na baliza pacense.

A perder, pensou-se que o Paços de Ferreira mudasse um pouco a atitude e esticasse mais o seu jogo, todavia, até ao descanso, nada disso aconteceu, com os leões a manterem o domínio do jogo, ainda que sempre a um ritmo muito lento, situação que continuou a impedir os leões de voltarem a incomodar a baliza do brasileiro Cássio.

Penalti desperdiçado por van Wolfswinkel impediu tranquilidade

Após o recomeço, notou-se que o Paços de Ferreira procurava agora esticar um pouco mais o seu jogo, enquanto o Sporting mantinha o seu futebol lento e previsível que raramente incomodava o último reduto pacense.

Ainda assim, apesar de uma mentalidade mais ofensiva, o clube da capital do móvel tinha dificuldades em incomodar verdadeiramente o último reduto leonino, sendo que apenas aos 53 minutos criou algum perigo, quando a cruzamento longo de Luisinho, Manuel José esticou-se todo para obrigar Rui Patrício a defesa atenta.

Assim sendo, o jogo ia escoando de forma completamente desinteressante, quando, ao minuto 67, Ricardo colocou o cotovelo na bola na área de rigor e o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. Oportunidade de ouro para o Sporting atingir a tranquilidade no jogo, mas desperdiçada por van Wolfswinkel que, com remate denunciado, permitiu a defesa de Cássio.

Com uma ocasião soberana desperdiçada, os leões intranquilizaram-se e na jogada seguinte, na sequência de um erro de Anderson Polga, a bola sobrou para Luiz Carlos que serviu Michel para este atirar colocado para grande defesa de Rui Patrício, sendo que na recarga, o mesmo Michel voltou a ver o guarda-redes do Sporting negar-lhe o ensejo do empate.

A partir deste susto, os leões cerraram os dentes e ignoraram completamente a componente estética do jogo, priveligiando a defesa do magro triunfo. Nesse seguimento, também beneficiaram de alguma falta de atrevimento pacense para conseguirem segurar o triunfo até ao apito final de Jorge Ferreira.


ANÁLISE INDIVIDUAL: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

Rui Patrício: Mais uma boa exibição de um dos jogadores em melhor forma na equipa leonina. Excelente a dupla defesa a remates de Michel, segurando o 1-0.

João Pereira: Sem deslumbrar, foi cumprindo no flanco direito da defesa do Sporting, compensando a falta de inspiração com a garra habitual.

Anderson Polga: Teve um erro grave, quando permitiu que a bola chegasse a Luiz Carlos para que este servisse Michel para soberana oportunidade, todavia, no cômputo geral do jogo, o internacional brasileiro esteve bastante bem, destacando-se um corte providencial após boa iniciativa ofensiva de Melgarejo.

Onyewu: Saiu ainda na primeira parte por lesão, mas esteve impecável no pouco tempo que esteve em campo.

Insúa: Está muito distante da sua melhor forma, percebendo-se isso na dificuldade que tem em esticar o jogo em termos ofensivos. Defensivamente, cumpriu no fecho do seu flanco.

Rinaudo: Esteve menos agressivo e acutilante que o habitual, denotando uma lentidão de processos que não lhe é habitual.

Elias: Falhou inúmeros passes, mas compensou pela enorme quantidade de bolas que recuperou, sendo importantíssimo na fase em que os leões preferiam segurar a vantagem.

Schaars: Foi o melhor elemento do meio-campo sportinguista, sendo dos poucos que procuravam a bola e tentavam criar alguma coisa de diferente. Perigoso em quase todas as bolas paradas, foi dos seus pés que saiu o passe para o golo leonino.

André Carrillo: Exibição desinspirada do extremo peruano. Lutou e procurou dinamizar o ataque, mas esteve muito desinspirado.

van Wolfswinkel: Está numa fase muito negativa da época e isso nota-se em (quase) todas as bolas que lhe chegam à cabeça ou aos pés. Teve uma excelente oportunidade para marcar, mas desperdiçou a grande penalidade.

Izmailov: Encostado à faixa, percebe-se que não se sente totalmente adaptado, notando-se uma constante procura das zonas centrais. Nesse local que mais se coaduna com o seu habitat natural, o internacional russo foi dos mais esclarecidos, somando uma série de bons passes.

Daniel Carriço: Rendeu Onyewu e cumpriu defensivamente, sendo ainda decisivo no lance do golo leonino, pois estorvou decisivamente Ricardo.

Pereirinha: Rendeu Izmailov e foi um jogador cumpridor no flanco direito, jogando simples e sem nunca inventar.

André Santos: Entrou para o lugar do lesionado Rinaudo e destacou-se principalmente por um excelente pontapé já perto do final da partida.


ANÁLISE INDIVIDUAL: FUTEBOL CLUBE PAÇOS DE FERREIRA

Cássio: Esteve no melhor e no pior. Defendeu uma grande penalidade apontada por van Wolfswinkel e socou muito mal a bola no autogolo de Ricardo. De resto, exibição tranquila, quase sem trabalho.

Filipe Anunciação: No seu estilo agressivo, esteve impecável no flanco direito da defesa pacense, tendo ainda feito um passe de morte a isolar Michel na primeira metade.

Ozéia: Grande exibição do central do Paços de Ferreira. Impecável pelo ar e pelo chão, o brasileiro foi um dos melhores em campo em Alvalade.

Ricardo: Nem jogou mal, mas esteve nos dois verdadeiros lances de perigo do Sporting no jogo: fez o autogolo e cometeu a grande penalidade que van Wolfswinkel desperdiçou.

Luisinho: Fechou muito bem o flanco esquerdo da defesa pacense, jogando de forma simples, mas quase sempre acertada.

André Leão: Excelente em termos posicionais, faltou-lhe apenas um pouco de agressividade para que pudesse rubricar exibição ainda mais influente.

Vítor: Elemento mais desinspirado do meio-campo do Paços de Ferreira. Foi cumprindo a defender, mas foi pouco acutilante nas transições ofensivas.

Luiz Carlos: Defendeu com critério e mostrou criatividade e qualidade de passe no processo ofensivo, sendo o único jogador do trio do miolo pacense a conseguir ligar o meio-campo e o ataque.

Manuel José: Na primeira parte esteve apagado, mas na etapa complementar foi aparecendo aqui e ali, ainda que estivesse muito longe dos seus melhores dias.

Michel: Teve duas soberanas oportunidades para facturar, mas tirou mal as medidas à baliza na primeira e viu Rui Patrício negar-lhe a dupla-ocasião na segunda.

Melgarejo: Rápido e desequilibrador, o paraguaio foi dando trabalho à defesa leonina, destacando-se um sprint na segunda metade que só não teve consequências piores para os verde-e-brancos devido a corte providencial de Polga.

Josué: Esteve cerca de trinta minutos em campo, mas mal se deu por ele.

Christian: Rendeu Michel, mas não acrescentou nada ao ataque pacense.

Arturo Alvarez: Poucos minutos em campo.

Texto: Ricardo Figueiredo
Imagem: Carlos Alberto Costa / Notícias do Futebol
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