Benfica sujeito a perder a liderança depois de um nulo em Coimbra
FICHA DE JOGO:
Liga Zon Sagres – 20ª Jornada
Associação Académica de Coimbra 0-0 Sport Lisboa e Benfica
Data: 25 de Fevereiro de 2012
Hora: 20h15
Local: Estádio Cidade de Coimbra – Coimbra
Árbitro: Hugo Miguel
ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA: 1- Peiser; 35- Reiner Ferreira; 41- Cédric Soares; 4- Flávio Ferreira; 55- Helder Cabral; 10- Adrien Silva; 18- Judikael Magique (23- Diogo Valente, 61 min.); 50- Diogo Melo; 82- Saulo (20- Mário Tomás ‘Marinho’, 81 min.); 36- Edinho e 99- Danilo Cintra (19- Rui Miguel, 81 min.)
Suplentes não Utilizados: 12- Ricardo Nunes; 13- João Real; 7- Hugo Morais e 22- David Simão
Treinador: Pedro Emanuel
SPORT LISBOA E BENFICA: 1- Artur Moraes; 14- Maximiliano ‘Maxi’ Pereira; 33- Jardel Vieira; 24-Ezequiel Garay; 3- Emerson da Conceição; 21- Nemanja Matic (16- Nélson Oliveira, int.);28- Axel Witsel; 20- Nicolas ‘Nico’ Gaitan (9- Manuel Duran ‘Nolito’, 53 min.); 8- Bruno César; 10- Pablo Aimar (12- Yannick Djaló, 70 min.) e 7- Oscar Cardozo
Suplentes não Utilizados: 47- Eduardo; 27- Miguel Vítor; 6- Javier ‘Javi’ García e 30-Javier Saviola
Treinador: Jorge Jesus
Indisciplina: Diogo Melo (36 min.), Flávio Ferreira (64 min.), Cédric Soares (83 min.), Adrien Silva (91 min.) e Peiser (96 min.); Nemanja Matic (45 min.), Maximiliano ‘Maxi’ Pereira (60 min.) e Manuel Duran ‘Nolito’ (96 min.)
Resultado ao Intervalo: 0-0
Resultado Final: 0-0
Marcadores: nada a registar
Melhores em Campo: Peiser (Académica) e Maximiliano ‘Maxi’ Pereira (SL Benfica)
CRÓNICA
Numa fase da Liga Zon Sagres em que encontra pela frente várias finais na sua luta pelo título nacional, o Benfica procurava numa casa na qual não perdia há 38 anos manter a sua liderança fora do alcance do seu rival directo e próximo adversário, o FC Porto, sabendo de antemão que encontraria pela frente um adversário valoroso que faz do sucesso em sua casa a base para a garantia dos seus pontos na prova.
Para bater os estudantes, o Benfica apresentava algumas dúvidas a nível atacante, criando-se alguma expectativa sobre uma eventual oportunidade como titular para Nelson Oliveira em aproveitamento da motivação inerente à sua convocatória para a Selecção Nacional, o que acabou por não suceder em prol de uma aposta de Jorge Jesus em explorar a dinâmica e irreverência dos seus criativos presentes num meio-campo reforçado de atletas fortes no carácter construtivo.
1ª Parte: Série de oportunidades que esbarraram na ‘parede’ Peiser
A partida iniciava-se com uma situação clara de jogo na qual o Benfica procurava assumir domínio com um futebol em posse que pudesse permitir total controlo, o que poderia ter levado a uma eventual obtenção de vantagem aos 17 minutos, altura em que o ‘playmaker’ Pablo Aimar quase marcava num golpe de cabeça em resposta a um excelente cruzamento arrancado a partir da direita pelo lateral Maxi Pereira, tendo Peiser respondido com uma bela estirada.
Poucos minutos depois seria o próprio Maxi Pereira a tentar a sua sorte de fora da área, no entanto num remate que não passava longe da baliza academista, na qual à passagem da meia hora o guarda-redes Peiser voltava a constituir destaque ao travar dois remates benfiquistas em sucessão e ainda um pontapé acrobático do médio defensivo Nemanja Matic.
O Benfica conseguia dominar territorialmente com naturalidade, fazendo uso de um meio-campo disciplinado que procurava criar oportunidades que no entanto tardariam em surgir até aos 42 minutos, altura em que o ponta-de-lança Oscar Cardozo procurou atingir o alvo a partir de um livre directo que acabaria por sair por cima e não desfazer o nulo que se conhecia ao intervalo.
2ª Parte: Académica firme na sua defensiva resistiu ao desespero benfiquista
A segunda parte iniciava-se com a águia em busca de um golo que poderia ter sucedido aos 51 minutos, momento em que um bom pormenor do recém-entrado Nelson Oliveira libertou o criativo Bruno César, que atirou cruzado, mas ao lado, cinco minutos antes de duas flagrantes ocasiões de remate que quase obtinham sucesso, em especial a segunda tentativa de Nelson Oliveira, que embate num adversário num percurso que parecia ter a baliza como destino.
Com o decorrer dos minutos, o Benfica continuou a rematar perante a resistência academista que levou Jesus a nova aposta de risco que o levou a retirar Pablo Aimar de campo para colocar o veloz Yannick Djaló, que visava tornar mais efectivo o ‘assalto’ à baliza de uma Académica quase inexistente a nível atacante mas procurava a qualquer momento surpreender uma águia que cada vez mais concentrava esforços no seu ataque.
O Benfica mantinha uma estrutura mais desenvolta no seu processo ofensivo mas que não conseguia lograr o golo, tendo o passar dos minutos retirado discernimento e apenas deixado uma exibição assente em ‘coração’ que ainda obrigou Peiser a uma última grande defesa que impediu o Benfica de vencer e de tornar claro que vive a pior fase da sua temporada num vincado decréscimo de resultados.
ANÁLISE INDIVIDUAL: ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA:
1- Peiser – O melhor homem em campo, podendo o Benfica dever à sua inspiração uma lamentada noite em branco com várias defesas de qualidade.
41 – Cédric Soares – Exibição de muito boa qualidade especialmente na componente defensiva, tendo travado sem hesitar os oponentes que teve pela frente.
35 – Reiner Ferreira – Há poucas semanas chegado a Coimbra, o central revelou-se uma boa surpresa pelo discernimento e bom timing de corte.
4 – Flávio Ferreira – Deu azo a uma boa dupla de Ferreiras na defesa academista, revelando-se exímio a tapar possíveis espaços.
55 – Helder Cabral – Muito aguerrido, procurou constituir-se a maior oposição possível às constantes subidas de Maxi Pereira.
18- Judikael Magique – Apenas mostrou velocidade, não tendo feito jus ao apelido ao não ter revelado… magia.
10 – Adrien Silva – Mostrou qualidade em uma noite em que atingiu um patamar elevado pelo seu posicionamento e competências tácticas.
50 – Diogo Melo – Provavelmente o melhor jogador de campo da sua equipa ao ter aliado o auxílio defensivo ao carácter construtivo que o tornou o futebolista que mais vezes terá saído para o ataque com vista a surpreender.
82 – Saulo - O veterano que conta várias épocas de Liga não chegou a assustar, muito devido a ter encontrado pela frente o melhor Maxi possível.
99 – Danilo Cintra – Soube emprestar à equipa a galhardia necessária nas posições mais avançadas para lutar e tornar mais difícil a subida dos encarnados no terreno.
36- Edinho – Pouco visto em acções ofensivas, o internacional português mostrou colectivismo que o levou a terminar o encontro junto à sua defensiva para segurar um importante ponto.
23 – Diogo Valente – Revolucionou o ataque dos estudantes, tendo chegado a assustar em várias saídas rápidas.
20 – Mário Tomás ‘Marinho’ – Associou a sua velocidade à de Diogo Valente para que a equipa respirasse nos minutos finais.
19 – Rui Miguel – Refrescou o ataque, mas não teve tempo para que a sua ‘voz se fizesse ouvir até ao final.
ANÁLISE INDIVIDUAL: SPORT LISBOA E BENFICA
1- Artur Moraes – Poucas vezes foi chamado a intervir, muito embora tenha respondido a preceito sempre que tal foi necessário.
14 – Maximiliano ‘Maxi’ Pereira – Claramente o melhor benfiquista em campo pela forma como justificou os galões de capitão e reduziu ao mínimo os lances atacantes do seu adversário ao mesmo tempo que se assumia o elemento que com maior critério atacou pelas águias.
33 – Jardel Vieira – Compensou algumas desatenções com provas de qualidade defensiva numa noite em que encontrou um adversário mais recuado.
24 – Ezequiel Garay – Mesmo sem Luisão, manteve o tom e assegurou uma noite invicta ao seu sector, que desta feita não consentiu qualquer tento.
3 – Emerson da Conceição – Ainda que num registo inferior a Maxi Pereira, nem por isso deixou de rubricar uma exibição agradável na qual não descurou subir no terreno.
21 – Nemanja Matic- Mesmo estando a rubricar uma exibição satisfatória, não conseguir concluir a sua afirmação ao ser rendido ao intervalo por imperativos tácticos.
28 – Axel Witsel – Não encheu o olho com momentos de espectáculo, mas conseguiu ser um relógio… belga nas posições de transição e na adaptação à posição 6.
20 – Nicolas ‘Nico’ Gaitan – Muito tentou e depressa se apagou numa exibição na qual faltou alguma chama.
8 – Bruno César – Esforçado, o Chuta-Chuta fez valer a sua alcunha com vários disparos, sem no entanto ter atingido a baliza.
10 – Pablo Aimar – Procurou ser o enganche necessário numa noite em que sofreu e por várias vezes foi travado em falta.
7 – Oscar Cardozo – Longe do matador Tacuara que se conhece, mesmo assim não deixou de tentar ao apresentar um índice de trabalho elevado.
16- Nelson Oliveira – Numa entrada determinada tornou-se num ápice protagonista, embora não tenha também conseguido marcar.
9- Manuel Duran ‘Nolito’ – Ao contrário do que tem habituado, não conseguiu ser ‘furacão’ na sua entrada em campo, tendo demorado a integrar-se em jogo.
12 – Yannick Djaló – Boa entrada em campo, com rapidez e cultura de passe que geraram algumas jogadas atacantes ainda que sem resultados.
Texto: Rafael Reis
Imagem: Carlos Alberto Costa / Notícias do Futebol
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