JOVENS TOMAM CONTA DA SITUAÇÃO
Benfica apura-se com serenidade e dois atacantes com muito futuro
FICHA DE JOGO:
Taça da Liga – Grupo B – 3ª Jornada
Sport Lisboa e Benfica 3-0 Clube Sport Marítimo
Data: 5 de Fevereiro de 2012
Hora: 20h30
Local: Estádio da Luz – Lisboa
Árbitro: Artur Soares Dias – Porto
SPORT LISBOA E BENFICA: 47- Eduardo; 14 – Maximiliano ‘Maxi’ Pereira; 24- Ezequiel Garay; 33- Jardel Vieira; 38- Joan Capdevila; 6- Javi García; 9- Manuel Duran ‘Nolito’; 10- Pablo Aimar; 20- Nicolas ‘Nico’ Gaitan (12- Yannick Djaló, 81 min.); 16- Nelson Oliveira (7- Oscar Cardozo, 85 min.) e 30- Javier Saviola (19- Rodrigo Moreno, 67 min.)
Suplentes não Utilizados: 39 – Michael Domingues ‘Mika’; 27- Miguel Vítor; 8- Bruno César e 28- Axel Witsel
Treinador: Jorge Jesus
CLUBE SPORT MARÍTIMO: 77 – Romain Salin; 21 – Nuno Sousa ‘Briguel’; 44- João Guilherme; 16- Valentin Roberge; 18- Luís Olim; 8- Roberto Sousa; 28- João Luiz (81- Selim Benachour, 58 min.); 25- Rafael Miranda (20- Heldon Ramos, 74 min.); 30- Danilo Dias; 10 – Christian Pouga (2- Igor Rossi, 85 min.) e 17 – Sami
Suplentes não Utilizados: 1- Peçanha; 22 – João Diogo; 48 – Fábio Felício e 35 – Philipe Fidelis
Treinador: Pedro Martins
Indisciplina: Maximiliano ‘Maxi’ Pereira (88 min.); Rafael Miranda (53 min.) e Christian Pouga (58 min.)
Resultado ao Intervalo: 1-0
Resultado Final: 3-0
Marcadores: Nélson Oliveira (12 min.) e Rodrigo Moreno (72 e 81 mins.)
Melhores em Campo: Nélson Oliveira (SL Benfica) e Christian Pouga (CS Marítimo)
CRÓNICA:
Esperava-se um encontro cada vez mais ‘clássico’ na Luz entre dois conjuntos que depois de se terem encontrado na Taça de Portugal, na Liga Zon Sagres… apenas faltava a Taça da Liga para medirem forças, apontando-se favoritismo a um Benfica que desde o início da temporada soma apenas um desaire, precisamente antes os madeirenses, o que reservava uma curiosidade ainda maior para o desfecho do Grupo B da Taça da Liga.
Numa fase brilhante pelo domínio em todas as provas em que se encontra, o Benfica esperava utilizar frente ao adversário insular uma das vantagens que lhe tem permitido uma sequência tão larga de vitórias, o facto de possuir muitas e boas opções de meio-campo que permitem a cada semana promover uma rotação que mantém a equipa fresca nesse sector e principalmente sempre plena em alternativas credíveis e criativas.
1ª Parte: Lance de entendimento entre o duo da frente marca diferença
A partida iniciava-se com um susto inicial promovido pelos visitantes, que conseguiam isolar o atacante Sami, que ao invés de abrir o marcador se deixou iludir com as facilidades e encontrou no guarda-redes Eduardo uma barreira intransponível que segurou o nulo que de pronto o Benfica procurou desfazer à passagem do 6º minuto com um bom movimento do avançado Nélson Oliveira.
Depois de trabalhar bem o esférico efectuou um passe rasteiro pela área que chegou até ao veloz Nolito, que não logrou desfeitear o guarda-redes Romain Salin, que dois minutos depois se via novamente ameaçado com dois remates do avançado Javier Saviola que embora perigosos não conheceriam o caminho das redes.
O mesmo não sucedeu aos 12 minutos, altura em que o mesmo Saviola vestia a pele de assistente e libertava o companheiro Nélson Oliveira, que se isolou e não perdoou na hora de abrir o marcador perante um Marítimo que procurava opor-se sempre a partir da galhardia e boa capacidade técnica de Sami, que permitia à sua equipa manter-se em terrenos adiantados, conseguindo mesmo criar perigo aos 27 minutos num livre marcado pelo médio defensivo Roberto Sousa que passou perto da baliza encarnada.
Pouco depois seria o lateral esquerdo Luís Olim a visar a baliza encarnada, desta feita sem grande perigo, acabando esta por se tratar da última movimentação ofensiva de destaque por parte do Marítimo numa primeira parte que apresentaria desde essa altura um domínio sereno por parte da equipa da casa que se estenderia com o passar dos minutos, impondo o Benfica um ritmo moderado e manifestamente superior que geria na perfeição os seus interesses até ao descanso.
2ª Parte: Futuro tomou conta do ataque benfiquista, juntando-se o apuro de Rodrigo ao talento de Nélson
Em vantagem, ainda que de forma mínima, o Benfica continuava a patentear superioridade técnica e mental que apenas se converteria em remates aos 56 minutos num remate desenquadrado de Javier Saviola, de pé esquerdo, e que se tornaria evidente pouco depois, quando uma cotovelada do ponta-de-lança maritimista Christian Pouga ao ‘trinco’ benfiquista Javi Garcia lhe valia o afastamento precoce da partida.
Ainda assim, o Marítimo dispôs de uma ocasião clara para igualar aos 71 minutos, altura em que o centrocampista Rafael Miranda endossou o esférico na direcção de um isolado Sami, que em esforço e com a baliza pela frente atirou ligeiramente ao lado, tendo visto a sua ineficácia punida com o segundo golo, que se obteve a partir de um passe já no interior da grande área por parte do criativo Nico Gaitán para que o recém-entrado Rodrigo Moreno inscrevesse o seu nome na lista de marcadores.
O Marítmo procurava não desistir do encontro, lançando para o relvado o atacante Heldon no lugar do centrocampista Rafael Miranda, o que no entanto não alteraria o figurino com o Benfica a aproximar-se do terceiro tento aos 77 minutos num bom movimento individual de Nolito ao qual o central João Guilherme se conseguiu opor de forma atempada momentos depois de Salin ter contribuído com uma excelente estirada.
Na resposta, os madeirenses procuraram o ataque rápido ao descobrir Heldon na frente para no entanto o cabo-verdiano atirar para fora, mantendo a sua equipa em branco num encontro no qual o Benfica conseguiria fechar o resultado em 3-0 com mais um momento de objectividade de Rodrigo, que acorreu a um passe profundo de Nolito para uma zona em que conseguiu ser mais lesto que Salin, que havia abandonado a sua baliza para ver o espanhol marcar com a baliza deserta aos 81 minutos.
Até ao final, o fluxo atacante por parte de ambos os conjuntos apontou para um Benfica tranquilo na certeza de que tinha garantido um sempre apetecível duelo com o FC Porto, procurando com um futebol rápido chegar a um quarto tento que acabaria por não se proporcionar no final de uma exibição globalmente muito positiva.
ANÁLISE INDIVIDUAL: SPORT LISBOA E BENFICA
47- Eduardo – Reocupou o lugar que lhe pertence nas Taças, tendo mostrado serviço logo no início da partida para tranquilizar as tropas.
14- Maximiliano ‘Maxi’ Pereira – Teve de bater-se com um muito aguerrido Sami, tendo ganho conforto com o passar dos minutos.
33 – Jardel Vieira – Rapidamente percebeu o ‘código’ que permitiu anular o oponente Christian Pouga, arrancando para uma noite tranquila.
24- Ezequiel Garay – Deu uso ao excelente poder de corte e posicionamento para tornar mais fácil a sua missão perante o ataque madeirense.
38 – Joan Capdevila – Emerson que se cuide depois de o veterano espanhol ter rubricado uma prestação personalizada na qual mostrou estar a crescer ao nível da confiança.
6- Javi Garcia – Habitualmente uma das figuras mais duras da equipa, marcou a diferença desta feita no papel de ‘queixoso’ ao ter sido agredido por Pouga, que seria expulso.
20 – Nicolas ‘Nico’ Gaitán – Ninguém o poderá acusar de falta de esforço, tendo até assistido Rodrigo num dos golos. Todavia, continua a parecer a alguns furos do melhor que já conseguiu esta época.
9 – Manuel Durán ‘Nolito’ – Sempre irreverente, conseguiu ao seu estilo aumentar o ritmo em ambas as alas, tendo efectuado o passe para o último golo da noite.
10 – Pablo Aimar – Muito inteligente, soube sempre imperar a meio-campo com a sua capacidade futebolística que colocou o futebol encarnado a um ritmo constantemente elevado.
16- Nelson Oliveira – Nota-se que procura mostrar serviço a cada movimento, ganhando com isso a equipa um avançado muito móvel que acrescenta ainda poder de fogo e decisão que não desperdiçou a oportunidade a que teve acesso.
30 – Javier Saviola – Sem o ritmo físico necessário para se assumir foco de perigo com a regularidade desejada, El Conejo não deixa de mostrar os seus dotes, como no bem armado passe para o golo inaugural.
19 – Rodrigo Moreno- Formou com Nelson Oliveira a ‘dupla de futuro’ do Benfica que ofereceu grandes momentos no presente, tendo com classe obtido os últimos dois golos da noite.
12 – Yannick Djaló – Levantou o estádio com a sua estreia com a camisola encarnada, deixando curiosidade para ocasiões futuras com promissoras arrancadas.
7 – Oscar Cardozo – Desta feita, o Tacura não dispôs de minutos para se assumir a unidade influente que tem brilhado nas anteriores partidas.
ANÁLISE INDIVIDUAL: CLUBE SPORT MARÍTIMO
77 – Romain Salin – Foi impedindo o Benfica de aumentar o ‘score’ enquanto pôde, ainda que se tenha precipitado na saída para o terceiro golo.
21 – Nuno Sousa ‘Briguel’ – Sobrinho do presidente do clube e o capitão de equipa, é voz dominante no sector defensivo que apenas se viu traído pela maior categoria das águias na segunda parte.
44 – João Guilherme – Directo e pronto a agir no choque, não conseguiu impedir os atacantes do Benfica de decidir o encontro.
16- Valentin Roberge – Mais técnico e solícito a sair a jogar, trabalhou em prol da equipa, ainda que de forma insuficiente.
18 – Luís Olim – Manteve um registo sempre aceitável ao ter defendido com firmeza e procurado subir com a precisão possível.
8- Roberto Sousa – Procurou dificultar a acção de Pablo Aimar e ainda voltar a assustar com o longo alcance do seu forte pontapé.
25- Rafael Miranda – Incansável na movimentação, foi importante para aproximar a equipa do ataque com um interessante índice de passe.
28 – João Luiz – Manteve-se em constantes dificuldades para impedir que a dinâmica do meio-campo benfiquista levasse a melhor.
30 – Danilo Dias – Técnico mas inconstante, procurou aumentar o seu raio de acção para não cair na malha da marcação.
18 – Christian Pouga – ‘Empurrou’ a equipa para o abismo com a sua expulsão depois de ter sido presa fácil para Jardel e Garay.
17- Sami – Já reconheceu que alimenta como objectivo regressar à Luz, tendo nesta exibição mostrado que se encontra aplicado em consegui-lo com uma exibição que reflecte a sua evolução e que tornaria justa a obtenção de um golo pela sua parte.
81 – Selim Benachour – Bem mais construtivo do que João Luiz, encontrou nas condicionantes do encontro a principal razão para não se ter feito notar.
20 – Heldon Ramos – Ainda conseguiu assustar na frente de ataque, não tendo ainda assim revelado a eficácia necessária.
2- Igor Rossi – Entrou para fechar a defensiva numa altura em que a equipa já não subia e o resultado já se havia desequilibrado.
Texto: Redacção NF - RBR.
Imagem: Carlos Alberto Costa / Notícias do Futebol
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