LÍDER BENFICA É MÁQUINA AFINADA
Benfica continua a patentear clara superioridade, tendo goleado o Nacional
FICHA DE JOGO:
Liga Zon Sagres – 18ª Jornada
Sport Lisboa e Benfica 4-1 Clube Desportivo Nacional
Data: 11 de Fevereiro de 2012
Hora: 20h30
Local: Estádio da Luz – Lisboa
Árbitro: Jorge Sousa – Porto
SPORT LISBOA E BENFICA: 1- Artur Moraes; 28- Axel Witsel, 4- Luisão; 24- Ezequiel Garay; 3- Emerson da Conceição; 21- Nemanja Matic; 20- Nicolas ‘Nico’ Gaitan (8- Bruno César, 78 min.); 9- Manuel Durán ‘Nolito’; 10 – Pablo Aimar (27- Miguel Vítor, 59 min.); 7- Oscar Cardozo e 19- Rodrigo (16- Nelson Oliveira, 74 min.)
Suplentes não Utilizados: 47- Eduardo; 34- André Almeida; 38- Joan Capdevila e 30- Javier Saviola
Treinador: Jorge Jesus
CLUBE DESPORTIVO NACIONAL: 12- Marcelo Valverde; 2- Claudemir da Silva; 4- Danielson Trindade; 33- Luís Neto; 50- Marçal; 6- Ivan Todorovic (14- Juliano Fernandes, int.); 66- Elizeu Batista; 8- Dejan Skolnik (11- Daniel Candeias, int.); 10- Diego Barcellos; 23- Oliver Minatel (9- Mateus Galiano, 59 min.) e 99- Ladji Keita
Suplentes não Utilizados: 36 – Igor Rocha; 40- Mayko Santana; 29- Márcio Madeira e 37- Nejc Pecnik
Treinador: Pedro Caixinha
Indisciplina: Axel Witsel (51 min.); Ivan Todorovic (16 min.), Claudemir da Silva (57 min.), Luís Neto (78 min.), Danielson Trindade (80 min.) e Daniel Candeias (85 min.)
Resultado ao Intervalo: 3-1
Resultado Final: 4-1
Marcadores: Ezequiel Garay (9 min.), Oscar Cardozo (21 min.) e Rodrigo (39 e 61 mins.); Claudemir da Silva (29 min.)
Melhores em Campo: Rodrigo (SL Benfica) e Luís Neto (CD Nacional)
CRÓNICA:
Na casa de um líder motivado e embalado por uma fase de bom futebol e vitórias em catadupa esperava-se claramente mais um sucesso para um Benfica que parece vender saúde e beneficiar de uma equipa que no geral se encontra num elevadíssimo nível de forma, mesmo que pela frente tivesse um sempre incómodo Nacional da Madeira, que prometia colocar as máximas dificuldades ao clube encarnado num reduto onde ainda nenhum adversário escapou com ‘vida’, leiam-se pontos.
Contudo, aos encarnados colocava-se ainda uma dificuldade acrescida que se tornava dúvida a desfazer, o que passava pela garantia de que a defesa apresentaria uma alteração forçada e previsivelmente um maior foco de inexperiência que, diga-se, acabou por não afectar de forma perigosa a águia, que voltou a golear na Luz.
1ª Parte: Partida de excelente nível de parte a parte parecia resultar em contas fechadas
O Nacional da Madeira parecia entrar desassombrado em campo, aspecto que se denotou pela forma personalizada com que jogou e colocou perigo logo à passagem dos 3 minutos com um remate em zona frontal por parte do defesa adaptado a médio defensivo Elizeu, que no entanto atirou ao lado, acabando o Benfica por responder de forma perfeita, ou seja, com o golo, seis minutos volvidos, a partir de um cabeceamento certeiro do central Ezequiel Garay.
No entanto, a cabeçada do argentino beneficia ainda de um ‘empurrãozinho’ saído de um desvio nas contas do médio defensivo Nemanja Matic, colocando o Benfica numa situação de vantagem que aos 11 minutos se poderia ter ampliado num bom movimento por parte do atacante Rodrigo pela esquerda, de onde aplicou um cruzamento atrasado para o extremo Nolito, que atirou para uma boa defesa do guarda-redes Marcelo Valverde.
Os encarnados continuavam a apresentar um forte caudal atacante que poderia ter trazido mais golos aos 14 minutos, altura em que Rodrigo não conseguiu completar a recarga a um disparo ao poste direito da baliza nacionalista em direcção das redes, o que se afiguraria justo para um Benfica que vencia e convencia.
Assim, não causava estranheza a chegada do segundo golo após uma excelente jogada individual do extremo Nico Gaitan, que ultrapassou três adversários num movimento giratório que o colocou em excelente posição para servir o ponta-de-lança Oscar Cardozo, que não desperdiçou a oportunidade de aumentar uma diferença que voltava a tornar-se mínima aos 28 minutos depois de numa alegada falta do lateral esquerdo Emerson sobre o atacante Diego Barcellos.
Nesse lance, o Nacional teve acesso a uma grande penalidade que foi convertida com sucesso pelo lateral direito Claudemir, um susto para o Benfica que haveria de não passar disso mesmo face à chegada do terceiro tento aos 39 minutos numa jogada de acentuada qualidade técnica na qual Nolito isolou num toque o compatriota Rodrigo, que contornou sem mácula o guarda-redes e atirou a contar, estabelecendo assim o resultado com o qual se chegava a intervalo.
2ª Parte: Domínio completo de um líder motivado que chega a dar espectáculo
Em desvantagem no marcador, o Nacional via-se obrigado a mexer, colocando no terreno o irrequieto Daniel Candeias para trazer irreverência para as alas, diminuindo assim o número de efectivos a meio-campo, o que no entanto não evitou que o Benfica não desse largas ao seu domínio, tendo estado próximo de marcar aos 59 minutos, momento em que Miguel Vítor, que tinha acabado de entrar, cruzou para a zona de Nolito, que no entanto atirou para defesa de Marcelo Valverde.
Pouco depois de não ter conseguido marcar, Nolito voltou a mostrar-se prestável a assistir, libertando uma vez mais numa parceria 100% espanhola a bola para Rodrigo, que de ângulo apertado conseguiu bisar e aumentar as dificuldades de um Nacional que depois de uma boa primeira parte apresentava dificuldades para segurar os ímpetos benfiquistas, que indiciavam uma águia em busca de aumentar os números da goleada.
Assim, o Benfica voltava à carga aos 75 minutos, num remate forte de Oscar Cardozo que passou por alto, tendo cinco minutos depois o paraguaio sido protagonista ao sofrer uma grande penalidade por agarrão do central Danielson, tendo assumido a cobrança do pontapé para atirar… por cima, desperdiçando assim uma soberana ocasião para também bisar.
Essa foi mesmo a última oportunidade clara de golo até ao apito final, tendo até ao desfecho o encontro seguido um curso tranquilo e sob controlo por parte do Benfica, que voltou a dar sinais de força na posse de uma liderança justa e incontestável.
ANÁLISE INDIVIDUAL: SPORT LISBOA E BENFICA
1- Artur Moraes – Mesmo durante a boa fase do Nacional, não foi excessivamente colocado à prova, tendo pelo meio sofrido um golo de grande penalidade.
28- Axel Witsel – Apesar das naturais dificuldades inerentes à adaptação a lateral direito conseguiu fazer face às dificuldades com luta e espírito de sacrifício até que Jorge Jesus o libertou para os terrenos que melhor conhece.
4 – Luisão – Implacável no corte e comunicativo na liderança da defesa, voltou a não facilitar um milímetro.
24- Ezequiel Garay – Uma das melhores exibições do encontro, tendo ao golo juntado uma prestação suprema ao nível do desarme e do posicionamento na sua defesa.
3- Emerson da Conceição - Ligado ao penalty sofrido, nem por isso se desconcentrou numa noite tranquil na qual a sua boa colocação e imposição física lhe facilitaram a tarefa.
21 – Nemanja Matic- Parece cada vez mais confortável na posição de trinco, tendo mesmo sido um dos mais regulares entre os elementos que estiveram em campo, sem esquecer o involuntário desvio que resultou no primeiro golo.
20 – Nicolas ‘Nico’ Gaitan – Parece de regresso o ‘velho’ Nico que não teme arriscar, o que lhe valeu arrancar uma jogada espantosa que resultou na assistência para o segundo golo, ainda que possa ainda melhorar no plano da regularidade.
9 – Manuel Durán ‘Nolito’ – O espanhol já habituou os adeptos às suas noites aceleradas, tendo voltado a justificar os seus créditos, conseguindo obter mais duas preciosas assistências, ambas para Rodrigo decidir.
10 – Pablo Aimar – Depois de uma primeira parte em que decidiu ‘ensaboar o juízo’ a Ivan Todorovic, El Mago foi desligando progressivamente os motores, provavelmente preparando as próximas batalhas, saindo à passagem da hora de jogo.
7- Oscar Cardozo – Apesar de ter desperdiçado o penalty, mesmo assim rubricou uma exibição positiva, procurando movimentar-se para além de aproveitar a boa jogada de Gaitán para acrescentar mais um golo à conta pessoal.
19 – Rodrigo – Cada vez mais se afirma como estrela internacional, tendo espalhado brilho a cada movimento, especialmente as conclusões de classe para os dois golos que apontou, ambos a passe de Nolito.
27- Miguel Vitor – Entrou para fechar a posição de lateral direito, função que cumpriu sem qualquer problema numa entrada confiante no terreno de jogo.
16- Nelson Oliveira – Entrou destemido, à sua imagem, procurando com isso criar protagonismo na frente de ataque.
8 – Bruno César – Dispôs de pouco tempo para construir, salientando-se o esforço no apoio à sua defensiva.
ANÁLISE INDIVIDUAL: CLUBE DESPORTIVO NACIONAL
12- Marcelo Valverde – Pesem os quatro golos sofridos, manteve um registo sempre positivo, evitando mesmo que os números pudessem ser mais marcantes.
2 – Claudemir da Silva – Para além de ter apontado o único golo da equipa, foi também um dos elementos mais capazes, mostrando capacidade a subir pela direita.
4- Danielson Trindade – Atravessou uma noite difícil, acabando por cometer uma grande penalidade que no entanto viria a ser desperdiçada.
33 – Luís Neto – Conhecido como um dos bons valores defensivos portugueses, provou novamente a sua qualidade numa noite em que as suas sucessivas dobras e prontidão no corte não mereciam tamanho castigo.
50 – Marçal – Boa surpresa, tendo em conta que efectua a sua estreia na Liga, tendo mostrado disciplina e boas soluções defensivas.
6- Ivan Todorovic – Muito faltoso, conseguiu uma dispensável proeza de obter quatro faltas em 15 minutos disputados, o que atesta as suas dificuldades.
66 – Elizeu Batista – Não pareceu acusar a adaptação ao meio-campo, tendo mesmo sido um dos jogadores que melhor entrou em campo.
8- Dejan Skolnik – O mais esclarecido a nível técnico a meio-campo, contribuindo com um pé esquerdo preciso que ainda assim não escondeu a falta de ritmo perante o valor individual das unidades benfiquistas.
10 – Diego Barcellos – Ainda que quase sempre bem ‘amparado’, conseguiu mostrar bons atributos técnicos e estar ligado ao golo por alegadamente sofrer a falta que deu origem ao golo.
23- Oliver Minatel – O jovem que na época passada se revelou nos Juniores alvinegros apresentou boas qualidades, merecendo segundo olhar.
99 – Ladji Keita – Forte e encorpado, teve ainda ao seu dispor algumas oportunidades para marcar, o que não lograria fazer.
11 – Daniel Candeias – Dinamizou e acima de tudo ofereceu objectividade à ala direita, uma tarefa que ainda assim seria insuficiente.
14- Juliano Fernandes – Colocou-se a meio-campo, mas a sua acção acabou por passar anónima no encontro.
9 – Mateus Galiano – De regresso após ter disputado a CAN por Angola, procurou assumir as rédeas do ataque numa fase em que tal se tornou inviável.
Texto: Rafael Reis
Imagem: Carlos Alberto Costa / Notícias do Futebol
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