LÍDER CAI EM GUIMARÃES
Benfica sofre primeira derrota na Liga em casa do V.Guimarães
FICHA DE JOGO:
Liga Zon Sagres – 19ª Jornada
Vitória Sport Clube 1-0 Sport Lisboa e Benfica
Data: 21 de Fevereiro de 2012
Hora: 20h15
Local: Estádio D. Afonso Henriques – Guimarães
VITÓRIA SPORT CLUBE: 1- Nilson; 79- Domingos Alexandre ‘Alex’; 40 – João Paulo; 3- Rodrigo Defendi; 6- Bruno Teles; 18-Leonel Olímpio; 80 – João Alves; 8- Marcelo Toscano (32- Jorge Molina, 94 min.), 23- Paulo Sérgio (10- Nuno Assis, 75 min.); 29- Edgar Silva e 14- Jean Pierre Barrientos (33- Anderson Santana, 88 min.)
Suplentes não Utilizados: 83- Douglas Jesus; 2- Leandro Freire; 21- Ricardo Pereira ‘Ricardito’ e 22- El Arbi Soudani
Treinador: Rui Vitória
SPORT LISBOA E BENFICA: 1- Artur Moraes; 14- Maximiliano ‘Maxi’ Pereira (8- Bruno César, 86 min.), 4- Luisão; 24- Ezequiel Garay; 3- Emerson da Conceição; 21- Nemanja Matic (28- Axel Witsel, 58 min.), 20-Nicolas ‘Nico’ Gaitan (16- Nelson Oliveira, 87 min.); 9- Manuel Durán ‘Nolito’; 10- Pablo Aimar; 7- Oscar Cardozo e 19- Rodrigo
Suplentes não Utilizados: 39- Michael Domingues ‘Mika’; 27- Miguel Vítor; 12- Yannick Djaló e 30- Javier Saviola
Treinador: Jorge Jesus
Indisciplina: João Paulo (26 min.), Marcelo Toscano (32 min.), João Alves (78 min.); Maximiliano ‘Maxi’ Pereira (19 min.), Nemanja Matic (36 min.), Pablo Aimar (66 min.), Axel Witsel (71 min.) e Luisão (76 min.)
Resultado ao Intervalo: 1-0
Resultado Final: 1-0
Marcador: Marcelo Toscano (37 min.)
Melhores em Campo: Domingos Alexandre ‘Alex’ (Vitória SC) e Luisão (SL Benfica)
CRÓNICA:
Numa fase em que perder o mínimo ponto na Liga Zon Sagres pode levar a profundos arrependimentos, o Benfica estava ciente de que se encontrava perante uma deslocação de margem de erro zero em contraste com o nível de dificuldade máximo que se antevia pelo facto de encontrar pela frente um moralizado e forte candidato a um lugar na próxima edição da Liga Europa, sempre perigoso a actuar no seu reduto, o Vitória de Guimarães.
Para ultrapassar com sucesso este oponente, Jorge Jesus poderia ter fé na capacidade construtiva e desequilibradora dos seus extremos, nesta partida Nico Gaitán e Nolito, que pela sua imprevisibilidade poderiam causar dificuldades a uma defensiva posicional mas não necessariamente rápida como a do Vitória de Guimarães, que acabou por precaver-se sem mácula em relação a esse mesmo aspecto.
1ª Parte: Nível bastante interessante com golo a separar dois conjuntos de apetência atacante
O início do encontro exibia um Benfica desde cedo disposto a assumir as rédeas perante um Vitória de Guimarães que aparentava segurança defensiva e que à passagem dos 14 minutos até conseguia chegar ao golo pelo extremo Jean Barrientos, prontamente invalidado pela equipa de arbitragem.
Três minutos volvidos e chegaria a resposta do Benfica por parte de Nolito, que poderia ter feito melhor numa recarga a um remate também por si efectuado, voltando os encarnados a aproximar-se das redes vitorianas à passagem do minuto 20 curiosamente… pelo seu camisola 20, Nico Gaitán, que numa boa combinação com o atacante Rodrigo dominou o esférico com dois toques habilidosos e atirou picado, pouco ao lado da baliza à guarda de Nilson.
O Benfica criaria uma vez mais perigo aos 28 minutos, momento em que o médio defensivo Nemanja Matic conseguiu ser mais lesto a chegar à bola de cabeça perante Nilson em resposta a um cruzamento a partir da direita para no entanto atirar ao lado, mostrando uma ineficácia aproveitada pelo Vitória nove minutos depois com o golo, que surge a partir de um desvio de cabeça de Leonel Olímpio para o coração da área, onde à meia volta o criativo Marcelo Toscano atirou forte para o fundo das redes.
Antes do intervalo, o empolgado Vitória de Guimarães procurava fazer jus à vantagem conseguida ao criar novamente uma boa situação ofensiva, desta feita num movimento individual de Jean Barrientos aos 42 minutos que se concluiu para um remate à figura do guarda-redes Artur Moraes.
2ª Parte: Coesão defensiva vitoriana opôs-se ao desorganizado desespero encarnado
A segunda parte iniciava-se novamente com o Vitória ‘por cima’, tendo procurado a ampliação da vantagem aos 52 minutos, altura em que Jean Barrientos protagonizou um rápido contragolpe no qual serviu Marcelo Toscano, que optou erradamente por rematar com pouco ângulo e assim não ter conseguido bisar perante um Benfica que conseguia uma subida de produção nos minutos seguintes.
Ainda assim, o Vitória de Guimarães conseguia sempre sair com perigo, podendo ter voltado a incomodar a baliza benfiquista, não fosse mais um remate de Barrientos ter saído torto, o que poderia ter deitado por terra o esforço de um Benfica que não conseguia ser recompensado pelo seu suor face à sua escassa apetência pela baliza que apenas se ultrapassou com um remate do ponta-de-lança Oscar Cardozo já na pequena área por cima da baliza minhota aos 78 minutos.
Em desvantagem, Jorge Jesus aumentava o volume de risco, retirando mesmo o lateral direito Maxi Pereira para colocar o criativo Bruno César em jogo para vitalizar a ala direita, uma opção à qual a equipa da casa respondeu com a entrada do defensor Anderson Santana para fortalecer o sector mais recuado.
Assim, o Vitória conseguiu precaver-se para a previsível mas ineficaz ‘fase do chuveirinho’ promovida pelo Benfica e à qual os minhotos resistiram com coesão e acima de tudo muita preparação que valeu a conquista de importantes três pontos para a continuidade do objectivo europeu da equipa.
ANÁLISE INDIVIDUAL: VITÓRIA SPORT CLUBE:
1- Nilson – Sem problemas para travar os esforços encarnados, certamente esperaria ter mais trabalho à entrada para o encontro.
79- Domingos Alexandre ‘Alex’ – O lateral que já competiu ao serviço do seu adversário merece o destaque na sua equipa pela forma como ofereceu precisão ao seu flanco para se superiorizar de forma constante ao seu adversário, dando utilidade a uma experiência de cultura de extremo que o tornou sempre perigoso nas subidas no terreno.
40 – João Paulo – Não teve pejo em oferecer o ‘corpo ao manifesto’, o que ofereceu resultados bastante positivos à equipa.
3- Rodrigo Defendi – Menos à vontade que o seu companheiro de sector, ainda assim não ofereceu grandes veleidades.
6- Bruno Teles – Preciso a subir, o brasileiro foi acima de tudo prático na defesa do seu flanco perante os perigos do seu adversário.
18 – Leonel Olímpio – Esforçado na componente defensiva, o ‘trinco’ brasileiro constituiu destaque em situação ofensiva ao oferecer o golo que deu a vitória à sua equipa.
80 – João Alves – Habituado a jogos desta natureza, manteve a frieza e mostrou os seus conhecidos dotes para as bolas paradas.
8- Marcelo Toscano – Uma das grandes exibições da noite, com o golo da vitória e muitas ‘diabruras’ que lhe valeram um merecido aplauso no momento da sua saída.
23- Paulo Sérgio – Acabou por ser o mais irregular extremo face a um decréscimo de competitividade de uma excelente primeira parte para uma mediana segunda parte.
29 – Edgar Silva – Muito móvel e participativo, por outro lado poderia ter aproveitado melhor o bom trabalho dos seus companheiros.
14- Jean Pierre Barrientos – A opção mais surpreendente para a titularidade acabou por ser também a grande revelação do encontro, mostrando objectividade, inteligência e técnica apurada, tendo marcado um golo prontamente anulado.
10 – Nuno Assis – A sua experiência permitiu assentar ideias num meio-campo que parecia já desgastado.
33- Anderson Santana – Entrou para reforçar o sector defensivo, função que o brasileiro cumpriu a preceito.
32 – Jorge Molina – Poucos instantes em campo, o que impossibilitou qualquer acção determinante da sua parte.
ANÁLISE INDIVIDUAL. SPORT LISBOA E BENFICA
1- Artur Moraes – Noite ingrata para o guarda-redes, que ao ter respondido com segurança ao trabalho que lhe foi colocado foi batido por uma única vez e posteriormente derrotado.
14- Maximiliano ‘Maxi’ Pereira – Mesmo numa fase em que as coisas não corriam bem, procurou oferecer ‘coração’ à equipa na luta pelos pontos.
4 – Luisão – Fez jus à braçadeira de capitão ao ter rubricado uma exibição dominante e exemplar no plano defensivo que contrariamente não foi seguida por vários dos seus companheiros.
24- Ezequiel Garay- Menos clarividente que Luisão, ainda assim destacou-se pela forma como não se furtou ao choque.
3- Emerson da Conceição – Atento e disponível fisicamente, acabou por conseguir segurar Paulo Sérgio competência com o decorrer do tempo.
21 – Nemanja Matic – Não se conseguiu organizar perante a mobilidade dos elementos com que frequentemente se bateu, o que o levou a ser justamente substituído.
20 – Nicolas ‘Nico’ Gaitan – Ainda que pouco regular, ainda assim terá sido um dos melhores elementos na primeira parte.
9- Manuel Durán ‘Nolito’ – Mesmo marcado por um Alex ao nível das suas grandes noites, não deixou de trabalhar e procurar o melhor para a equipa que acabou por não chegar.
10 – Pablo Aimar – Numa noite difícil, foi uma das unidades de maior produção ao não se ter escondido do jogo e ter assumido as transições ofensivas da equipa.
7 – Oscar Cardozo – Habituado a marcar ao Vitória, foi desta feita uma sombra de si mesmo, não tendo conseguido voltar a fugir de Lima na lista dos melhores marcadores.
19 – Rodrigo – De regresso após lesão, tentou contribuir com a sua mobilidade na segunda parte, tendo estado um nível ligeiramente acima de Cardozo na segunda parte.
28 – Axel Witsel – Entrou para cumprir uma posição de ‘falso trinco’ com pendor construtivo, missão que tentou cumprir com abnegação.
8 – Bruno César – Ocupou toda a ala direita para ‘empurrar’ o seu adversário para o seu último reduto, o que até conseguiu, ainda que sem resultados práticos.
16- Nélson Oliveira – Entrou tarde e para mais para um sector ultrareforçado, o que o impediu de marcar a diferença.
Texto: Rafael Reis
Imagem: Carlos Alberto Costa / Notícias do Futebol
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