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01:41 terça, 25 de outubro de 2011
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Sporting CP 6-1 Gil Vicente FC

 

FICHA DE JOGO:
Liga Zon Sagres – 2011/12 – 8ª Jornada
Sporting Clube de Portugal 6-1 Gil Vicente Futebol Clube
Data: 24 de Outubro de 2011
Hora: 20h15
Local: Estádio Alvalade XXI
Árbitro: João Capela

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL: Rui Patrício; João Pereira, Anderson Polga, Daniel Carriço e Insúa; Rinaudo (Diego Rubio, 69 min.), Elias e Schaars; Matías Fernandez (Carrillo, 62 min.), van Wolfswinkel e Diego Capel (Bojinov, 73 min.)
Treinador: Domingos Paciência
Suplentes não utilizados: Marcelo Boeck, Onyewu, Evaldo e André Santos

GIL VICENTE FUTEBOL CLUBE: Adriano; Éder, Hallison, Sandro e Júnior Caiçara; Luís Manuel, Pedro Moreira (Guilherme, 28 min.) e Sidnei; Laionel (Roberto, 53 min.), Luís Carlos (Yero, 81 min.) e Richard
Treinador: Paulo Alves
Suplentes não utilizados: Jorge Baptista, Daniel, Paulão e Mauro

Indisciplina: cartão amarelo a Pedro Moreira (24 min.), Luís Carlos (37 min.) e Hallison (56 min,); Rinaudo (35 min.) e Insúa (83 min.)Resultado ao Intervalo: 1-0
Resultado Final: 6-1
Marcadores: Daniel Carriço (7 min.), van Wolfswinkel (57 min. g.p.), Diego Capel (61 e 64 min.) e Bojinov (78 e 90+2 min.); Roberto (74 min.)
Melhor em campo: Diego Capel (Sporting CP)




CRÓNICA

O Sporting recebeu e goleou o Gil Vicente por seis bolas a uma em jogo realizado no Estádio Alvalade XXI e a contar para a oitava jornada do campeonato nacional. Após uma primeira parte em que os leões chegaram ao descanso a vencer por uma bola a zero, mas que apenas as boas intervenções de Adriano haviam evitado um resultado mais volumoso, a equipa verde-e-branca haveria de embalar para uma segunda parte absolutamente demolidora.

A segunda metade seria marcada pelo caricato bis de Diego Capel (dois golos de cabeça…) e pelos primeiros golos do avançado búlgaro Bojinov, que apenas jogou os últimos dezassete minutos, mas saiu do encontro com um bis.

Com este triunfo gordo, a equipa leonina assegurou a nona vitória consecutiva em todas as competições oficiais e mantém-se a três pontos do duo que lidera o campeonato nacional, composto pelo Benfica e FC Porto.

Ambos os conjuntos em 4x3x3

Sporting e Gil Vicente entraram em campo com o mesmo esquema táctico que, para ser mais exacto, foi o 4x3x3. Do lado leonino, Domingos Paciência optou por Rui Patrício na baliza; um sector defensivo com João Pereira (lateral-direito), Insúa (lateral-esquerdo) e a dupla de centrais: Anderson Polga e Daniel Carriço.

Depois, no meio-campo, Rinaudo era o médio-defensivo, Schaars, o interior-esquerdo e Elias, o interior-direito; por fim, no ataque, Matías encostava ao flanco direito, Diego Capel surgia no flanco oposto e van Wolfswinkel era o ponta de lança.

Por outro lado, Paulo Alves, treinador do Gil Vicente, colocou Adriano na baliza; um sector defensivo com Éder (lateral-direito), Júnior Caiçara (lateral-esquerdo) e a dupla de centrais: Hallison e Sandro; depois, no meio campo, surgia um trio com Luís Manuel no centro, Pedro Moreira mais à esquerda e Sidnei a cair mais sobre o flanco oposto; por fim, no ataque, um trio muito móvel composto por Richard, Laionel e Luís Carlos.

Adriano evitou resultado mais volumoso ao intervalo

O Sporting entrou menos forte no desafio do que em encontros anteriores, mas, ainda assim, controlava completamente as operações e era a única equipa que conseguia chegar com algum perigo ao último reduto contrário.

Nesse seguimento, foi sem surpresa que aos sete minutos, num lance de insistência na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para Anderson Polga que foi à linha cruzar para o centro da área, onde Daniel Carriço, solto de marcação, atirou para o 1-0.

A vencer, a equipa leonina continuou a não fazer aquele pressing tão acutilante como nos tinha habituado nos últimos jogos e foi permitindo algumas veleidades à equipa gilista que, aos dezasseis minutos, viu Laionel ter boa iniciativa individual e rematar cruzado, ao lado da baliza de Rui Patrício.

Apesar de tudo, eram os leões que mandavam no desafio e, até final da primeira parte, foram a única equipa a criar verdadeiro perigo no duelo. De todos os lances de ataque, destaque para um remate em jeito de João Pereira (20 min.) que obrigou Adriano a defesa complicadíssima junto à trave, para um cabeceamento de raspão de van Wolfswinkel (43 min.) quando o holandês tinha tudo para marcar e para um livre directo de Matías Fernandez que obrigou Adriano a uma defesa fantástica e que manteve os gilistas com desvantagem mínima no final dos primeiros quarenta e cinco minutos.

Gilistas baixaram os braços com o 2-0

A segunda parte começou com um Gil Vicente mais atrevido, embalado pela boa qualidade do médio Guilherme, que havia entrado a meio da primeira metade. Nos dez primeiros minutos da etapa complementar, o Sporting teve muitas dificuldades em assentar jogo e o Gil Vicente parecia esticar melhor as peças no relvado e aparecer mais vezes no meio-campo verde-e-branco.

Contudo, aos 56 minutos, na sequência de um lançamento de linha lateral de João Pereira, van Wolfswinkel ganhou posição na área e acabou travado por Hallison, resultando o lance numa grande penalidade para os leões. O ponta de lança holandês, na marcação, não perdoou e colocou o Sporting a vencer por um tranquilo 2-0.

Este golo foi como um murro no estômago para a equipa minhota, que jamais conseguiu reagir ou sequer aparecer no duelo. De facto, em poucos minutos, Diego Capel haveria de bisar (de cabeça, imagine-se), primeiro aproveitando um fantástico cruzamento de João Pereira e depois na recarga a um lance de insistência do peruano Carrillo colocando os leões a vencer por um pesado quatro a zero

Com uma vantagem tão alargada no marcador, os leões deram-se ao luxo de ter um momento de grande desconcentração no seu reduto defensivo e o veterano Roberto, um rato de área, não se fez rogado e deu o melhor seguimento a um cruzamento de Luís Carlos para reduzir para 4-1.

Apesar desse golo, a história do jogo não viu qualquer alteração, pois os gilistas pareciam estar mais à espera do apito final de João Capela do que propriamente em tentar fazer um segundo tento que ainda criasse algum desconforto na equipa leonina.

Assim sendo, acabou por ser o Sporting a marcar e por mais duas vezes, aproveitando Bojinov para fazer dois tentos de oportunidade e para, de certa forma, colocar alguma pressão no holandês van Wolfswinkel que, principalmente a partir de hoje, sabe que tem no búlgaro um adversário de respeito na luta pela titularidade. Em suma, um 6-1 pesado, mas que é revelador do grande momento de forma de uma equipa leonina que se encontra em franco crescimento.




ANÁLISE INDIVIDUAL: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

Rui Patrício: Sofreu um golo em que não teve qualquer culpa e não teve muito trabalho, mas mostrou-se seguro nos (poucos) lances em que teve de intervir.

João Pereira: Excelente exibição do lateral-direito que esteve muito bem a defender e muito acutilante no processo ofensivo. Destaque para o lançamento lateral que originou o lance da grande penalidade e para o magnífico cruzamento para o primeiro tento de Diego Capel.

Anderson Polga: Rubricou exibição positiva, mas teve alguns momentos de desconcentração que podiam ter saído caros à sua equipa. Excelente na assistência para o golo de Daniel Carriço.

Daniel Carriço: Ao contrário do que acontece muitas vezes, o defesa-central esteve impecável no centro da defesa, tendo ainda marcado  o golo que abriu a contagem para os verde-e-brancos.

Insúa: Menos em jogo do que o habitual, o internacional argentino acabou por rubricar exibição segura no plano defensivo, mas pouco acutilante no processo ofensivo.

Rinaudo: O habitual pêndulo no meio-campo leonino. Posicionou-se bem, soube defender e foi muito inteligente nas transições defesa/ataque. Boa exibição.

Elias: O internacional brasileiro regressou à equipa e fê-lo com grande qualidade, enchendo o meio-campo e apoiando Matías e João Pereira num flanco direito de grande inteligência e qualidade técnica.

Schaars: Não é tão exuberante como Rinaudo ou Elias, mas compensa essa falta de pulmão e de raça, com um excelente posicionamento e um pé esquerdo de superior qualidade. Muito importante na construção ofensiva do meio-campo leonino.

Matías Fernandez: Desta vez encostou ao flanco direito do ataque e apesar de se notar a inteligência e a qualidade técnica do chileno em inúmeras ocasiões, também se percebe que não é ali que Matías mais rende.

van Wolfswinkel: Ganhou um penálti que ele próprio converteu e teve mais uns dois lances em que podia ter feito o gosto ao pé. Lutou muito entre os centrais do Gil Vicente, mostrando que apesar de ter perfil de avançado fixo, também se sabe movimentar e combinar com os colegas nas zonas ofensivas.

Diego Capel: Começam a faltar adjectivos para o internacional espanhol. Rápido e desconcertante, fez uma vez mais a vida negra à defesa contrária, com as suas constantes arrancadas e futebol vertiginoso. Curiosamente, ele que costuma cruzar para a cabeça dos colegas, acabou por marcar dois tentos de cabeça.

Carrillo: Apenas entrou na meia-hora final, mas foi fulcral nos três últimos golos do Sporting. Rápido e tecnicista, é um regalo ver a facilidade com que se livra dos adversários junto aos flancos.

Diego Rubio: O avançado chileno esteve pouco em jogo, mas apareceu mesmo ao cair do pano no cruzamento para Bojinov bisar.

Bojinov: Dezassete minutos em campo permitiram ao búlgaro bisar e ainda obrigar Adriano a defesa apertada. Nada mau!



ANÁLISE INDIVIDUAL: GIL VICENTE FUTEBOL CLUBE

Adriano: Sofreu seis golos, mas só foi culpado no primeiro tento de Bojinov. De resto, um punhado de boas intervenções que evitaram males maiores para o Gil Vicente.

Éder: Na primeira parte, esteve muito bem no flanco direito da defesa gilista, mas, na segunda parte, caiu muito de produção tal como toda a equipa gilista.

Hallison: Pareceu sempre bastante intranquilo no centro da defesa e precipitou a hecatombe gilista ao cometer a grande penalidade que originaria o 2-0.

Sandro: Uns furos acima do companheiro de sector, mas nada de muito significativo. Exibição fraca.

Júnior Caiçara: O lateral-esquerdo do Gil Vicente também não viveu, por certo, um dos seus melhores jogos, permitindo muitas veleidades a Matías, João Pereira e Carrillo.

Luís Manuel: Devia ser o tampão do sector recuado gilista e até esteve bem durante grande parte do jogo. Todavia, desceu imenso de produção após o segundo golo verde-e-branco.

Pedro Moreira: Esteve pouco tempo em jogo, saindo lesionado antes da meia-hora.

Sidnei: Passou completamente ao lado do desafio, rubricando exibição muito pobre.

Richard: Esperava-se que conseguisse desequilibrar nos flancos, mas esteve muito apagado no relvado do Alvalade XXI.

Luís Carlos: Lutou e correu bastante, mas pareceu sempre muito desapoiado na frente. Excelente o cruzamento para o golo de Roberto.

Laionel: Mostrou alguns bons pormenores, mas muito pouco para criar mossa na defesa verde-e-branca.

Guilherme: Substituiu Pedro Moreira e deu alguma alma ao meio-campo gilista. Responsável pela melhor fase dos minhotos, também não resistiu à quebra resultante do 2-0 verde-e-branco. 

Roberto: A experiência do avançado brasileiro foi bem visível na forma como soube se movimentar na área no lance em que reduziu para 4-1. Talvez mereça a titularidade no próximo jogo dos gilistas.

Yero: Imponente, mas sem tempo para mostrar muito futebol.

Texto: Ricardo Figueiredo
Imagem: Notícias do Futebol / Carlos Alberto Costa
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Comentários 2

Carrillo ou Jeffren?
Sporting!!!!!!!